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O que cobre, porque importa — e o que a tempestade Kristin nos veio ensinar
Havia carros completamente submersos. Outros com árvores em cima. Vidros partidos, capots amassados, motores destruídos pela água. Quando a tempestade Kristin varreu Portugal com ventos superiores a 100 km/h e chuvas torrenciais, o rasto de destruição foi imediato e brutal — e não afetou apenas estradas e habitações. Afetou, sobretudo, quem não estava preparado.
Milhares de proprietários de veículos viram-se perante uma realidade que ninguém quer enfrentar: o seguro não cobre. Não porque o seguro falhou — mas porque muitos nunca tinham contratado a cobertura certa.
Este artigo explica o que são os danos próprios, o que cobrem, o que fica de fora — e porque, num país onde os fenómenos climáticos extremos são cada vez mais frequentes, esta cobertura pode fazer toda a diferença.
O que são os danos próprios?
Quando contrata um seguro automóvel em Portugal, a lei obriga apenas a uma cobertura: a responsabilidade civil. Ou seja, se causar um acidente, o seguro paga os danos causados a terceiros. O seu veículo? Esse fica por sua conta.
Os danos próprios são uma cobertura adicional — facultativa — que protege o seu próprio veículo. Independentemente de quem tem culpa. Independentemente de haver outros intervenientes. Se o seu carro fica destruído, esta cobertura é o que garante que não fica sozinho a pagar a fatura.
O que cobre habitualmente esta cobertura?
As coberturas variam consoante a apólice e a seguradora, mas na generalidade dos contratos com danos próprios encontrará proteção para:
É precisamente o ponto 5 — a cobertura de fenómenos da natureza — que ganhou uma relevância enorme nas últimas temporadas. E que, no caso da tempestade Kirin, separou quem ficou protegido de quem ficou com uma fatura impossível.
Fenómenos da natureza: o que está — e o que pode não estar — coberto
A cobertura de fenómenos da natureza é uma cláusula específica dentro dos danos próprios. Nem todas as apólices a incluem automaticamente — em alguns casos é necessário contratá-la como extensão. Por isso, antes de assinar qualquer contrato, vale a pena verificar explicitamente o que está incluído.
Em geral, esta cobertura protege contra:
A lição da tempestade Kristin foi dura: muitos proprietários só perceberam que não tinham esta cobertura depois de verem os seus carros destruídos. Todos os custos de reparação — ou de substituição em caso de perda total — ficaram inteiramente por sua conta.
A franquia: o detalhe que faz diferença no momento certo
Ao contratar danos próprios, um dos conceitos mais importantes a compreender é a franquia — o valor que fica sempre a seu cargo em caso de sinistro, independentemente do montante total dos danos.
A franquia pode ser expressa em valor fixo (por exemplo, 300€) ou em percentagem do valor do veículo. A regra é simples: quanto menor a franquia, maior o prémio mensal. Quanto maior a franquia, menor o custo da apólice — mas maior o valor que paga do próprio bolso quando há um sinistro.
Não existe uma resposta certa para todos. O ideal é encontrar o equilíbrio certo entre o prémio que consegue suportar mensalmente e o valor que estaria disposto a pagar numa situação de emergência. Um agente de seguros pode ajudá-lo a fazer essa análise de forma personalizada.
Atenção à idade da viatura
Existe um aspeto prático que muitos desconhecem: a partir dos 8 anos de idade, a maioria das seguradoras deixa de aceitar a contratação de danos próprios para um veículo.
No entanto, há uma boa notícia: se contratar esta cobertura quando adquire o veículo — ainda novo ou recente — pode mantê-la ao longo dos anos, mesmo após essa data. O importante é não deixar caducar nem cancelar a cobertura, porque recontratá-la depois pode tornar-se impossível.
Este é mais um motivo para rever o seu seguro atual o quanto antes — especialmente se tem um carro com menos de 8 anos e ainda não tem danos próprios.
As vantagens de ter danos próprios
Em termos práticos, ter danos próprios no seu seguro automóvel significa:
Um investimento que pode fazer toda a diferença
A tempestade Kristin não foi um caso isolado. É um sinal do que está a tornar-se cada vez mais comum. Os fenómenos climáticos extremos fazem parte da nova realidade portuguesa — e a pergunta já não é “será que vai acontecer?”, mas “quando acontecer, estou preparado?”
Rever o seu seguro automóvel — e garantir que inclui danos próprios e cobertura de fenómenos da natureza — é uma das decisões financeiras mais simples e mais eficazes que pode tomar. O valor adicional no prémio mensal pode representar uma poupança de milhares de euros quando mais precisar.
Fale com o seu agente de seguros. Pergunte especificamente o que a sua apólice cobre. E se ainda não tem esta proteção, não espere pela próxima tempestade para descobrir que precisava dela.
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